14/07/2011 08h05 - Atualizado em 14/07/2011 08h05
Após as duas falhas na vitória sobre o Equador, treinador demonstra que deve manter goleiro como titular da Seleção na sequência da Copa América
Duas falhas estranhas contra o Equador. E o goleiro Julio César, que sempre foi sinônimo de segurança na Seleção, saiu de campo com a cabeça baixa após a vitória por 4 a 2, que garantiu o primeiro lugar no Grupo B. Mano Menezes, porém, garante que o camisa 1 merece toda a confiança da comissão técnica.
Mesmo com as sombras de Victor e Jefferson, Julio César deve continuar como titular no duelo contra o Paraguai, no domingo, às 16h (de Brasília), pelas quartas de final.
- Não é por uma falha que faço mudanças na equipe. São aspectos mais relevantes, mais complexos. O Julio (César) tem crédito e toda a nossa confiança por tudo o que fez pela Seleção - disse Mano Menezes.
Aos 31 anos, Julio César tem 59 jogos pela Seleção Brasileira e é um dos mais experientes do grupo que disputa a Copa América. O goleiro tem duas Copas do Mundo no currículo e também foi campeão da Copa América de 2004 e da Copa das Confederações, de 2009.
Julio César reconheceu os erros na partida e disse que merecia uma nota 1,5 ou 2 pela atuação contra o Equador (assista ao vídeo ao lado). Mano Menezes, porém, procurou minimizar as falhas do arqueiro nos dois gols do atacante equatoriano Caicedo, em que a bola passou ambas as vezes por baixo do corpo do goleiro brasileiro.
- As falhas no futebol acontecem. Na posição do Julio (César), então, as falhas são mais complicadas ainda porque não tem ninguém lá para cobertura.
Mano Menezes preferiu permanecer com o mistério se vai manter ou não o time que venceu o Equador para a partida decisiva contra o Paraguai. Maicon parece ter conquistado a vaga de Daniel Alves na lateral direita. Agora a disputa entre Robinho e Jadson segue aberta.
- Vamos tomar as decisões mais perto do jogo contra o Paraguai.
Com a vitória, o Brasil terminou em primeiro lugar do Grupo B e vai enfrentar o Paraguai pelas quartas de final, domingo, às 16h (de Brasília), em La Plata. A partida terá transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM, da TV Globo e do SporTV.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Neymar e Pato acordam, Brasil bate Equador e se classifica em primeiro
Com doses de emoção e falhas do goleiro Julio César, Seleção garante passagem para as quartas de final. Time pega o Paraguai, no domingo
Por Márcio Iannacca
Direto de Córdoba, Argentina
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Não foi fácil. O Brasil passou por sustos. A classificação aconteceu com doses de emoção. Mas finalmente Neymar e Alexandre Pato acordaram na Copa América. Com dois gols de cada um dos atacantes, a Seleção Brasileira fez o seu papel ao vencer o Equador por 4 a 2 nesta quarta-feira, no estádio Mario Kempes, em Córdoba, e garantiu o primeiro lugar no Grupo B do torneio. Caicedo, em duas falhas do goleiro Julio César, marcou para os rivais, que estão eliminados.
Mesmo com a bronca do capitão Lúcio e as mexidas do técnico Mano Menezes, que sacou Daniel Alves e Jadson para as entradas de Maicon e Robinho, o time canarinho ainda cometeu falhas e levou dois gols bobos. Com os mesmos cinco pontos da Venezuela, a Seleção avançou para as quartas de final como líder da chave e vai encarar o Paraguai, segundo melhor terceiro colocado, no domingo, às 16h (de Brasília), em La Plata, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM, da TV Globo e do SporTV.
Brasil e Venezuela empataram no número de pontos e no saldo (dois), mas a equipe de Mano levou a melhor no número de gols marcados (4 a 3). Com o segundo lugar, a Vinotinto vai enfrentar o Chile nas quartas, às 19h15m (de Brasília) também no domingo. As outras duas partidas serão no sábado: Colômbia x Peru (16h, de Brasília) e Argentina x Uruguai (19h15m, de Brasília). Todos os jogos com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM (confira a tabela completa da Copa América).
VEJA GALERIA COM AS MELHORES FOTOS DA PARTIDA EM CÓRDOBA
Pato e Neymar brilharam e garantiram o primeiro lugar para o Brasil no Grupo B (Foto: AP)
Brasil mostra evolução com alterações, mas não balança a rede
As mudanças de Mano Menezes se mostraram corretas pelo menos nos primeiros minutos da etapa inicial diante do Equador. Sem o topete à la Pelé, Robinho parecia mais leve para tentar ajudar Neymar e Alexandre Pato no ataque. Maicon, substituto de Daniel Alves, cumpria muito bem a função pelo lado direito, principalmente no apoio e ajudando o Rei das Pedaladas pelo setor.
Outro ponto que chamou a atenção nos primeiros 15 minutos de jogo foi a troca de posição dos atacantes. Pato, Neymar e Robinho se alternavam pelos setores do ataque. O primeiro lance de perigo da Seleção surgiu pela direita. Lucas Leiva lançou para Maicon, que passou pelo adversário com o drible da vaca e cruzou. A defesa afastou o perigo.
A Seleção mostrava um futebol bem melhor do que nos dois primeiros jogos da Copa América. Apesar disso, a primeira chance clara de gol foi do Equador. Arroyo arriscou de fora da área e Julio César defendeu no meio do gol.
O Brasil mostrava uma saída de bola mais rápida para o ataque e a troca de posições aparecia com mais naturalidade. Ganso lançou para Pato na esquerda. O atacante cruzou para Neymar, mas a zaga apareceu antes para cortar o lançamento. A partir do meio do primeiro tempo, a Seleção parou. Os atacantes passaram ase mexer menos, guardando posição.
Pato abre o marcador, mas Julio César falha e Equador empata
Empate do Equador deixou Mano Menezes
preocupado na beira do gramado (Foto: EFE)
Mas nada impediu a ótima jogada de André Santos. Aos 28, o lateral-esquerdo percebeu a entrada de Alexandre Pato e cruzou na cabeça do atacante, que invadiu na área na corrida e desviou para abrir o marcador. Na comemoração, vibração do lado de fora do campo e abraço empolgado de Neymar.
Paulo Henrique Ganso aparecia pouco no jogo. Ramires também errava muitos passes, dando oportunidades para o Equador puxar os contra-ataques. Aos 36, quase o segundo do Brasil. Maicon recebeu pelo lado direito e rolou para Robinho na entrada da área. O Rei das Pedaladas chutou de primeira e a bola bateu na trave.
No lance seguinte, Caicedo recebeu na entrada da área, aproveitou bobeada de Thiago Silva e soltou a bomba. Julio César caiu para defender, mas a bola passou por baixo do corpo do goleiro: 1 a 1.Frango no estádio Mário Kempes.
O gol mexeu com a Seleção. O time de Mano passou a errar as saídas de bola e se sentiu acuado com a marcação do Equador. Quase veio a virada no fim do primeiro tempo. Após contra-ataque, Arroyo recebeu pelo lado direito, cortou o marcador e chutou de canhota. Julio César saltou para salvar o Brasil. E o primeiro tempo terminava em um bom momento para a Seleção, que estava perdida em campo.
Alexandre Pato comemora o primeiro gol do Brasil no jogo desta quarta-feira, em Córdoba (Foto: EFE)
Neymar coloca o Brasil em vantagem no início da etapa final
A bronca de Mano no vestiário surtiu efeito. Logo aos quatro minutos, Ganso lançou para Neymar. A bola bateu em um defensor e sobrou novamente para o atacante, que chutou para colocar no Brasil novamente em vantagem.
O gol não intimidou o Equador. Mesmo em desvantagem, a equipe seguiu tentando chegar ao gol do Brasil. Em mais uma bobeada da marcação, Caicedo foi lançado na entrada da área, se posicionou e soltou a bomba. Julio César pulou atrasado e não conseguiu evitar o empate.
Diferentemente do primeiro tempo, a Seleção não deixou nem os rivais crescerem na partida.
Dois minutos após levar o empate, aos 15, Ganso roubou uma bola no meio-campo e tocou para Neymar. O jogador avançou pela direita e bateu cruzado. O goleiro Elizaga espalmou para a marca do pênalti, e Alexandre Pato chegou escorando entre os zagueiros para fazer o terceiro.
A Seleção seguiu melhor, principalmente pelo lado direito, com os apoios de Maicon, um dos melhores em campo. Aos 26, o lateral avançou até a linha de fundo e cruzou. Neymar apareceu em velocidade, se antecipou aos defensores e tocou para o fundo da rede: 4 a 2. Na comemoração, o garoto beijou as tatuagens com os nomes da mãe e da irmã nos pulsos.
A partir do quarto gol, Mano passou a mexer na equipe e a tirar suas principais peças. Praticamente ao mesmo tempo, o treinador sacou Ganso e Neymar e apostou nas entradas de Elias e Lucas. Em seguida, o comandou poupou Pato e colocou Fred, talismã do empate por 2 a 2 com o Paraguai, no último sábado. Após o apito final, festa e classificação suada para próxima fase do torneio continental.
BRASIL 4 X 2 EQUADOR
Julio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Elias); Robinho, Neymar (Lucas) e Alexandre Pato (Fred). Marcelo Elizaga, Neicer Reasco (Achilier), Norberto Araújo, Frickson Erazo e Walter Ayoví; Oswaldo Minda, Christian Noboa (Montaño), Michael Arroyo e Édison Mendez (Narciso Mina); Christian Benitez e Felipe Caicedo.
Técnico: Mano Menezes Técnico: Reinaldo Rueda
Gols: Alexandre Pato, aos 28 minutos, Caicedo, aos 37 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 4 minutos, Caicedo, aos 13 minutos, Alexandre Pato, aos 15 minutos, Neymar aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos (Brasil); Noboa (Equador)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (URU) e Hernan Maidana (ARG)
Estádio: Mário Kampes, em Córdoba (Argentina)
Por Márcio Iannacca
Direto de Córdoba, Argentina
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Não foi fácil. O Brasil passou por sustos. A classificação aconteceu com doses de emoção. Mas finalmente Neymar e Alexandre Pato acordaram na Copa América. Com dois gols de cada um dos atacantes, a Seleção Brasileira fez o seu papel ao vencer o Equador por 4 a 2 nesta quarta-feira, no estádio Mario Kempes, em Córdoba, e garantiu o primeiro lugar no Grupo B do torneio. Caicedo, em duas falhas do goleiro Julio César, marcou para os rivais, que estão eliminados.
Mesmo com a bronca do capitão Lúcio e as mexidas do técnico Mano Menezes, que sacou Daniel Alves e Jadson para as entradas de Maicon e Robinho, o time canarinho ainda cometeu falhas e levou dois gols bobos. Com os mesmos cinco pontos da Venezuela, a Seleção avançou para as quartas de final como líder da chave e vai encarar o Paraguai, segundo melhor terceiro colocado, no domingo, às 16h (de Brasília), em La Plata, com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM, da TV Globo e do SporTV.
Brasil e Venezuela empataram no número de pontos e no saldo (dois), mas a equipe de Mano levou a melhor no número de gols marcados (4 a 3). Com o segundo lugar, a Vinotinto vai enfrentar o Chile nas quartas, às 19h15m (de Brasília) também no domingo. As outras duas partidas serão no sábado: Colômbia x Peru (16h, de Brasília) e Argentina x Uruguai (19h15m, de Brasília). Todos os jogos com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM (confira a tabela completa da Copa América).
VEJA GALERIA COM AS MELHORES FOTOS DA PARTIDA EM CÓRDOBA
Pato e Neymar brilharam e garantiram o primeiro lugar para o Brasil no Grupo B (Foto: AP)
Brasil mostra evolução com alterações, mas não balança a rede
As mudanças de Mano Menezes se mostraram corretas pelo menos nos primeiros minutos da etapa inicial diante do Equador. Sem o topete à la Pelé, Robinho parecia mais leve para tentar ajudar Neymar e Alexandre Pato no ataque. Maicon, substituto de Daniel Alves, cumpria muito bem a função pelo lado direito, principalmente no apoio e ajudando o Rei das Pedaladas pelo setor.
Outro ponto que chamou a atenção nos primeiros 15 minutos de jogo foi a troca de posição dos atacantes. Pato, Neymar e Robinho se alternavam pelos setores do ataque. O primeiro lance de perigo da Seleção surgiu pela direita. Lucas Leiva lançou para Maicon, que passou pelo adversário com o drible da vaca e cruzou. A defesa afastou o perigo.
A Seleção mostrava um futebol bem melhor do que nos dois primeiros jogos da Copa América. Apesar disso, a primeira chance clara de gol foi do Equador. Arroyo arriscou de fora da área e Julio César defendeu no meio do gol.
O Brasil mostrava uma saída de bola mais rápida para o ataque e a troca de posições aparecia com mais naturalidade. Ganso lançou para Pato na esquerda. O atacante cruzou para Neymar, mas a zaga apareceu antes para cortar o lançamento. A partir do meio do primeiro tempo, a Seleção parou. Os atacantes passaram ase mexer menos, guardando posição.
Pato abre o marcador, mas Julio César falha e Equador empata
Empate do Equador deixou Mano Menezes
preocupado na beira do gramado (Foto: EFE)
Mas nada impediu a ótima jogada de André Santos. Aos 28, o lateral-esquerdo percebeu a entrada de Alexandre Pato e cruzou na cabeça do atacante, que invadiu na área na corrida e desviou para abrir o marcador. Na comemoração, vibração do lado de fora do campo e abraço empolgado de Neymar.
Paulo Henrique Ganso aparecia pouco no jogo. Ramires também errava muitos passes, dando oportunidades para o Equador puxar os contra-ataques. Aos 36, quase o segundo do Brasil. Maicon recebeu pelo lado direito e rolou para Robinho na entrada da área. O Rei das Pedaladas chutou de primeira e a bola bateu na trave.
No lance seguinte, Caicedo recebeu na entrada da área, aproveitou bobeada de Thiago Silva e soltou a bomba. Julio César caiu para defender, mas a bola passou por baixo do corpo do goleiro: 1 a 1.Frango no estádio Mário Kempes.
O gol mexeu com a Seleção. O time de Mano passou a errar as saídas de bola e se sentiu acuado com a marcação do Equador. Quase veio a virada no fim do primeiro tempo. Após contra-ataque, Arroyo recebeu pelo lado direito, cortou o marcador e chutou de canhota. Julio César saltou para salvar o Brasil. E o primeiro tempo terminava em um bom momento para a Seleção, que estava perdida em campo.
Alexandre Pato comemora o primeiro gol do Brasil no jogo desta quarta-feira, em Córdoba (Foto: EFE)
Neymar coloca o Brasil em vantagem no início da etapa final
A bronca de Mano no vestiário surtiu efeito. Logo aos quatro minutos, Ganso lançou para Neymar. A bola bateu em um defensor e sobrou novamente para o atacante, que chutou para colocar no Brasil novamente em vantagem.
O gol não intimidou o Equador. Mesmo em desvantagem, a equipe seguiu tentando chegar ao gol do Brasil. Em mais uma bobeada da marcação, Caicedo foi lançado na entrada da área, se posicionou e soltou a bomba. Julio César pulou atrasado e não conseguiu evitar o empate.
Diferentemente do primeiro tempo, a Seleção não deixou nem os rivais crescerem na partida.
Dois minutos após levar o empate, aos 15, Ganso roubou uma bola no meio-campo e tocou para Neymar. O jogador avançou pela direita e bateu cruzado. O goleiro Elizaga espalmou para a marca do pênalti, e Alexandre Pato chegou escorando entre os zagueiros para fazer o terceiro.
A Seleção seguiu melhor, principalmente pelo lado direito, com os apoios de Maicon, um dos melhores em campo. Aos 26, o lateral avançou até a linha de fundo e cruzou. Neymar apareceu em velocidade, se antecipou aos defensores e tocou para o fundo da rede: 4 a 2. Na comemoração, o garoto beijou as tatuagens com os nomes da mãe e da irmã nos pulsos.
A partir do quarto gol, Mano passou a mexer na equipe e a tirar suas principais peças. Praticamente ao mesmo tempo, o treinador sacou Ganso e Neymar e apostou nas entradas de Elias e Lucas. Em seguida, o comandou poupou Pato e colocou Fred, talismã do empate por 2 a 2 com o Paraguai, no último sábado. Após o apito final, festa e classificação suada para próxima fase do torneio continental.
BRASIL 4 X 2 EQUADOR
Julio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Elias); Robinho, Neymar (Lucas) e Alexandre Pato (Fred). Marcelo Elizaga, Neicer Reasco (Achilier), Norberto Araújo, Frickson Erazo e Walter Ayoví; Oswaldo Minda, Christian Noboa (Montaño), Michael Arroyo e Édison Mendez (Narciso Mina); Christian Benitez e Felipe Caicedo.
Técnico: Mano Menezes Técnico: Reinaldo Rueda
Gols: Alexandre Pato, aos 28 minutos, Caicedo, aos 37 minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 4 minutos, Caicedo, aos 13 minutos, Alexandre Pato, aos 15 minutos, Neymar aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos (Brasil); Noboa (Equador)
Árbitro: Roberto Silveira (URU)
Auxiliares: Miguel Nievas (URU) e Hernan Maidana (ARG)
Estádio: Mário Kampes, em Córdoba (Argentina)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Em jogo emocionante, Brasil acorda e vira sobre Cuba pela Liga Mundial
Em jogo dramático, seleção vence no tie-break, parciais de 18/25, 21/25, 25/16, 30/28 e 15/12, e ocupa segunda colocação no Grupo F
Por GLOBOESPORTE.COM
Gdansk, Polônia
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A reação foi espetacular. Após dois sets apáticos, o Brasil pôs os reservas em quadra e acordou para, no tie-break, bater Cuba com parciais de 18/25, 21/25, 25/16, 30/28 e 15/12 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Com destaque para Lucão, que se redimiu de uma falha feia para se tornar o maior pontuador da partida, ao lado de Leon, com 20 pontos, a seleção somou dois pontos e ocupa a segunda colocação do Grupo F da Liga Mundial, atrás apenas da Rússia, com três.
Nesta quinta-feira, às 8h30m, o Brasil volta à quadra contra os Estados Unidos. Os americanos precisam da vitória para seguirem vivos na competição já que, nesta quarta, perderam de virada para a Rússia por 3 sets a 1, parciais de 29/31, 25/16, 25/21 e 25/22.
Murilo encara o bloqueio desmontado: Cuba foi melhor que o Brasil no fundamento (Foto: divulgação / FIVB)
- Fiz algumas opções erradas para esta partida e tivemos que tentar corrigir ao longo do jogo. A equipe não rendeu o que esperávamos no começo e a postura não foi boa. Depois tivemos bons momentos, lutamos e mostramos empenho para reverter. Essa atuação deve gerar uma reflexão, pois nossas próximas partidas serão contra os Estados Unidos e Rússia, duas equipes mais experientes que a cubana e talvez não tenhamos chance de buscar o resultado como foi desta vez - disse Bernardinho.
Brasil para no bloqueio cubano
Nesta quarta-feira, a escalação brasileira teve duas novidades. A primeira, prevista, foi o retorno de Leandro Vissotto à equipe, recuperado de um edema na coxa sofrido no primeiro jogo em Tulsa, contra os Estados Unidos. Marlon, que entrou bem contra a Polônia nos últimos confrontos da fase de grupos, foi a surpresa.
Leon foi um dos principais nomes de Cuba nos
dois primeiros sets (Foto: divulgação / FIVB)
Em quadra, Cuba começou a partida na frente, quebrando o passe brasileiro ao forçar o saque em Dante. Com Bell, melhor atacante da fase classificatória de acordo com as estatísticas da FIVB, e Leon se alternando nas pontas, os adversários abriram quatro pontos de vantagem (14/10), e Bernardinho pediu tempo.
Logo em seguida, o treinador promoveu a inversão, chamando Bruninho e Théo para reforçar o bloqueio. Mas quem se destacou no fundamento foi Cuba, primeiro com Camejo e depois com Mesa. Os erros da seleção se multiplicaram, e nem com a restituição do time que começou a partida o placar ficou favorável. Em uma disputa pelo alto entre Vissotto e Leon, o cubano garantiu o primeiro set com folga: 25/18.
Irregular, seleção cede mais um set
A bronca no intervalo pareceu acordar o Brasil, que logo abriu 3/1. A pequena margem, porém, logo desapareceu, e uma boa série de Murilo foi apagada por ataques frustrados de Vissotto e Lucão. Após três pontos seguidos, os rivais assumiram a ponta (13/12), e Bernardinho colocou Bruninho em quadra.
A seleção conseguiu empatar em 18/18 mas, irregular, permitiu que Cuba permanecesse na frente, com vantagem oscilando entre um e três pontos. Quando o Brasil atacava bem pelo meio, errava a mão no saque e desperdiçava a chance de encostar. Dois bloqueios seguidos sobre Leandro Vissotto deram o set para os cubanos e deixaram a seleção em situação complicada na partida: 25/21.
Reservas entram em cena e deixam a seleção viva no jogo
Resevas em quadra: Giba e Théo tem boa atuação nos sets finais (Foto: divulgação / FIVB)
No terceiro set, o Brasil voltou com uma formação completamente nova, com Sidão, Giba, Théo e Bruninho nas vagas de Rodrigão, Dante, Vissotto e Marlon. Os reservas deram novo ânimo à equipe, que contou ainda com uma série de erros cubanos. Lucão finalmente se encontrou em quadra, e Murilo deixou o Brasil na frente pela primeira vez em uma parada técnica: 8/3.
O bloqueio da seleção passou a funcionar e deteve os ataques de Hernandez. Giba e Murilo também se apresentaram com qualidade, e ampliaram a vantagem para oito pontos: 16/8. Os jovens Cepeda e Leon até ensaiaram uma reação, mas a superioridade no placar já estava construída. Murilo, em ataque na diagonal, manteve o Brasil vivo na partida: 25/16.
Em set dramático, Lucão leva o Brasil ao tie-break
A quarta parcial foi a mais disputada desde o princípio. Com os cubanos novamente ligados e os brasileiros precisando vencer, cada ponto era comemorado com muita vibração. Cuba chegou ao primeiro tempo técnico na frente e, quando abriu 13/9, fez Bernardinho pedir tempo.
A seleção conseguiu a igualdade em 15/15 no serviço de Giba, mas sofreu com Leon e Bell na sequência. Quando Cuba fez 23/20, a partida ganhou contornos dramáticos. O Brasil voltou a empatar em 24/24, mas perdeu a chance de passar a frente quando Lucão perdeu o tempo da bola (veja no vídeo). Após dois matchpoints salvos, Bruninho deu ao central a se redimir e, pelo meio, fechar a parcial em 30/28.
Sem chance de errar no tie-break, a seleção abriu 2/0 em um bloqueio de Théo.Cuba tentou encostar, mas não conseguiu parar Lucão. Pelo meio, o central se tornou homem de segurança nas bolas decisivas. Quando era marcado pelo bloqueio, Bruninho acionava Murilo e Théo. Em um ataque de Hernandez para fora, a seleção conseguiu o que parecia impossível: 15/12 na parcial e vitória de virada.
Por GLOBOESPORTE.COM
Gdansk, Polônia
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A reação foi espetacular. Após dois sets apáticos, o Brasil pôs os reservas em quadra e acordou para, no tie-break, bater Cuba com parciais de 18/25, 21/25, 25/16, 30/28 e 15/12 (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Com destaque para Lucão, que se redimiu de uma falha feia para se tornar o maior pontuador da partida, ao lado de Leon, com 20 pontos, a seleção somou dois pontos e ocupa a segunda colocação do Grupo F da Liga Mundial, atrás apenas da Rússia, com três.
Nesta quinta-feira, às 8h30m, o Brasil volta à quadra contra os Estados Unidos. Os americanos precisam da vitória para seguirem vivos na competição já que, nesta quarta, perderam de virada para a Rússia por 3 sets a 1, parciais de 29/31, 25/16, 25/21 e 25/22.
Murilo encara o bloqueio desmontado: Cuba foi melhor que o Brasil no fundamento (Foto: divulgação / FIVB)
- Fiz algumas opções erradas para esta partida e tivemos que tentar corrigir ao longo do jogo. A equipe não rendeu o que esperávamos no começo e a postura não foi boa. Depois tivemos bons momentos, lutamos e mostramos empenho para reverter. Essa atuação deve gerar uma reflexão, pois nossas próximas partidas serão contra os Estados Unidos e Rússia, duas equipes mais experientes que a cubana e talvez não tenhamos chance de buscar o resultado como foi desta vez - disse Bernardinho.
Brasil para no bloqueio cubano
Nesta quarta-feira, a escalação brasileira teve duas novidades. A primeira, prevista, foi o retorno de Leandro Vissotto à equipe, recuperado de um edema na coxa sofrido no primeiro jogo em Tulsa, contra os Estados Unidos. Marlon, que entrou bem contra a Polônia nos últimos confrontos da fase de grupos, foi a surpresa.
Leon foi um dos principais nomes de Cuba nos
dois primeiros sets (Foto: divulgação / FIVB)
Em quadra, Cuba começou a partida na frente, quebrando o passe brasileiro ao forçar o saque em Dante. Com Bell, melhor atacante da fase classificatória de acordo com as estatísticas da FIVB, e Leon se alternando nas pontas, os adversários abriram quatro pontos de vantagem (14/10), e Bernardinho pediu tempo.
Logo em seguida, o treinador promoveu a inversão, chamando Bruninho e Théo para reforçar o bloqueio. Mas quem se destacou no fundamento foi Cuba, primeiro com Camejo e depois com Mesa. Os erros da seleção se multiplicaram, e nem com a restituição do time que começou a partida o placar ficou favorável. Em uma disputa pelo alto entre Vissotto e Leon, o cubano garantiu o primeiro set com folga: 25/18.
Irregular, seleção cede mais um set
A bronca no intervalo pareceu acordar o Brasil, que logo abriu 3/1. A pequena margem, porém, logo desapareceu, e uma boa série de Murilo foi apagada por ataques frustrados de Vissotto e Lucão. Após três pontos seguidos, os rivais assumiram a ponta (13/12), e Bernardinho colocou Bruninho em quadra.
A seleção conseguiu empatar em 18/18 mas, irregular, permitiu que Cuba permanecesse na frente, com vantagem oscilando entre um e três pontos. Quando o Brasil atacava bem pelo meio, errava a mão no saque e desperdiçava a chance de encostar. Dois bloqueios seguidos sobre Leandro Vissotto deram o set para os cubanos e deixaram a seleção em situação complicada na partida: 25/21.
Reservas entram em cena e deixam a seleção viva no jogo
Resevas em quadra: Giba e Théo tem boa atuação nos sets finais (Foto: divulgação / FIVB)
No terceiro set, o Brasil voltou com uma formação completamente nova, com Sidão, Giba, Théo e Bruninho nas vagas de Rodrigão, Dante, Vissotto e Marlon. Os reservas deram novo ânimo à equipe, que contou ainda com uma série de erros cubanos. Lucão finalmente se encontrou em quadra, e Murilo deixou o Brasil na frente pela primeira vez em uma parada técnica: 8/3.
O bloqueio da seleção passou a funcionar e deteve os ataques de Hernandez. Giba e Murilo também se apresentaram com qualidade, e ampliaram a vantagem para oito pontos: 16/8. Os jovens Cepeda e Leon até ensaiaram uma reação, mas a superioridade no placar já estava construída. Murilo, em ataque na diagonal, manteve o Brasil vivo na partida: 25/16.
Em set dramático, Lucão leva o Brasil ao tie-break
A quarta parcial foi a mais disputada desde o princípio. Com os cubanos novamente ligados e os brasileiros precisando vencer, cada ponto era comemorado com muita vibração. Cuba chegou ao primeiro tempo técnico na frente e, quando abriu 13/9, fez Bernardinho pedir tempo.
A seleção conseguiu a igualdade em 15/15 no serviço de Giba, mas sofreu com Leon e Bell na sequência. Quando Cuba fez 23/20, a partida ganhou contornos dramáticos. O Brasil voltou a empatar em 24/24, mas perdeu a chance de passar a frente quando Lucão perdeu o tempo da bola (veja no vídeo). Após dois matchpoints salvos, Bruninho deu ao central a se redimir e, pelo meio, fechar a parcial em 30/28.
Sem chance de errar no tie-break, a seleção abriu 2/0 em um bloqueio de Théo.Cuba tentou encostar, mas não conseguiu parar Lucão. Pelo meio, o central se tornou homem de segurança nas bolas decisivas. Quando era marcado pelo bloqueio, Bruninho acionava Murilo e Théo. Em um ataque de Hernandez para fora, a seleção conseguiu o que parecia impossível: 15/12 na parcial e vitória de virada.
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